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Uma aventura pelo caminho histórico do Alto Vale do Itajaí 

Venha conhecer um pouco da história do Alto Vale em uma aventura por parte da Estrada de Ferro Santa Catarina - Estação de Subida, que liga Ibirama e Lontras.
Vista superior da Ponte 16.

Uma etapa repleta de história

A etapa Estrada de Ferro - Estação Subida percorre aproximadamente 10 km da Estrada de Ferro Santa Catarina, partindo da estação de Subida, serra acima, em direção a estação Vitor Konder (hoje Riachuelo) - Lontras. Neste trecho, o traçado original da estrada de ferro tem 22km e foi esculpido nas montanhas do Alto Vale do Itajaí em 1923. Naquela época muitos trabalhadores começaram a galgar as escarpas íngremes da Serra do Mar, com pás, picaretas e dinamites. Infelizmente, nos dias de hoje, restam poucos vestígios de uma das mais importantes ligações entre os municípios da região,  mas ainda é possível ver pontes, muros de contenção, recortes na rocha e imaginar todo o esforço dos trabalhadores em realizar essa magnífica obra.

Veja o que iremos enfrentar!

12 km

Progressão

​rápida

3,5 a 4 horas

Dificuldade

baixa

Altimetria do percurso.
O percurso inicia no local antes conhecido por Hansa, hoje trevo da BR 470 que dá acesso a Ibirama. Já no início a majestosa ponte de ferro dá as boas-vindas aos expedicionários. Depois de um pequeno trecho, deixamos a estrada geral até chegar no trajeto original da EFSC. A partir desse ponto é possível notar um caminho bem demarcado, aberto e de leve aclive. Aliás, essas características acompanham todo o percurso, já que por este caminho subia e descia uma composição ferroviária, movida a vapor, formada por uma locomotiva e por diversos vagões.
Durante o trajeto o barulho das águas do Rio Itajaí-Açú, nos faz imaginar a dificuldade que foi a construção da via. Em muitos momentos é possível ver o recorte entre as formações rochosas e as pontes que serviam para transposição dos afluentes. Mesmo passados quase 50 anos de desativação, essas estruturas ainda encontram-se em excelente estado de conservação, conforme a vistoria realizada em março de 1998 pelos os Engenheiros da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) Drs. Ricardo Rauen Ferreira e Benedito Leitão Filho. Segundo o relatório, as pontes de ferro remanescentes"encontram-se com boa aparência, apesar da corrosão generalizada. Os apoios intermediários (colunas treliçadas), pela excelente qualidade do aço, apresenta-se em bom estado".
A mais impressionante é a Ponte do 16 com aproximadamente 50 metros de extensão e 30 metros de altura. A estrutura em aço ainda apresenta-se em bom estado de conservação, porém é impossível a travessia por cima. Nesse caso, o jeito é descer e cruzar o riacho que passa logo abaixo e subir novamente para voltar ao trajeto. Este trecho exige esforço e muito cuidado devido à inclinação e às pedras escorregadias. No caminho ainda é possível acessar uma série de quedas d´água que cruzam por baixo da ponte.
De volta ao trajeto da EFSC, a expedição continua subindo, sempre acompanhando o leito do rio. A força da água chama a atenção e é possível, em alguns momentos, ver trechos do Rio Itajaí-Açú desconhecido por muitos.
Após 12 Km de caminhada, os expedicionários são recepcionados no Sítio do Sr Nei Tristão onde será servido almoço. No local ainda é possível chegar a outra cachoeira para recarregar as energias. 

Retratos de um trabalho árduo

Existe uma expressão popular que diz ser importante saber onde pisamos. Por isso, esta é uma etapa que não envolve apenas uma caminhada por um local onde passava um trem. Durante os 12 km, a etapa Estrada de Ferro - Estação de Subida, esconde uma belíssima história, de trabalhadores valentes que lutaram contra os obstáculos da natureza para levar o desenvolvimento às comunidades de Hansa e Bela Aliança. Os relatos e fotos extraídos do livro ESTRADA DE FERRO SANTA CATARINA - EFSC - 1909 - 2009, escrito por Luiz Carlos Henkels e Rubens Roberto Habitzreuter, contam uma pequena parte dessa história.

A etapa da Expedição Caminhos do Alto Vale - Estrada de Ferro - Estação de Subida inicia exatamente em um ponto importante da história - a Ponte de Hansa. Os relatos de Henckels e Habitzreuter contam:

Em meados de 1909 a construção da grande ponte de 102 metros sobre o Rio Itajaí, na confluência com o Rio Itajaí do Norte, em Hansa, estava em pleno andamento, Já com a primeira cessão de 40 metros, a menor, construída, como mostra a foto.

Notem em primeiro plano, os pilares auxiliares consruídos para edificação dos andaimes de madeira, sobre os quais seriam arrastadas as pesadas vigas metálicas do outro segmento, as quais uma vez posicionadas, ali seriam rebitadas. Este segundo segmento viria a ser  o maior com 60 metros de vão. Ao lado do andaime de madeira em construção, há ainda um outro andaime auxiliar, uma rústica ponte de madeira para locomoção dos operários e sobre o pilar principal da ponte um rústico guindaste, também de madeira, que servia para erguer as pesadas vigas metálicas, facilitando seu deslocamento.

Em 1909, a ponte de Hansa já permitia passagem das composições de serviço, levando trilhos e dormentes para a construção da linha até a estação que seria erguida cerca de 300 metros adiante. Os técnicos aproveitavam a passagem da composição para realizar seus testes.

A partir do ano de 1923, verdadeiro exército de “pés descalços” armados de pás, picaretas, foices, enxadas, carrinho de mão e muita força de vontade, começavam a dar forma ao novo roteiro da Estrada de Ferro, ao longo da Serra da Subida, em direção ao Alto Vale do Itajaí. Cada escavador ganhava seu ordenado por metro cúbico escavado, tudo devidamente anotado pelo apontador que aparece em primeiro plano na fotografia.

Novamente notas a presença de um adolescente , segurando um balde, que realizava pequenos trabalhos, como mensageiro ou carregador de água para abastecimento da sedenta equipe. O trabalho de abertura do leito da ferrovia era subdividido em trechos onde trabalhavam cerca de 30 a 50 pessoas, de acordo com a complexidade do mesmo, sempre sob a responsabilidade de um subempreiteiro.

Em 17 de setembro de 1923 os operários que trabalhavam na linha Subida - Riachuelo, debatiam-se com enormes rochas, que de um jeito ou de outro precisavam sair para dar lugar ao caminho do trem. Mais uma vez, notamos a presença de um menino ou adolescente para realizar o trabalho de estafeta e pequenos serviços auxiliares.

Em vários trechos dos prolongamento para Rio do Sul ao longo da serra de Subida eram necessários profundos cortes em rocha granítica. (…) Tudo para que a Ferrovia pudesse ter a nivelação prevista pelo engenheiros.

Em vários trechos dos prolongamento para Rio do Sul ao longo da serra de Subida eram necessários profundos cortes em rocha granítica. (…) Tudo para que a Ferrovia pudesse ter a nivelação prevista pelo engenheiros.

No ano de 1926, enquanto seguiam as obras ferroviárias para Rio do Sul, a estação de Hansa, na atualidade localização do trevo de Ibirama com a BR 470, era um movimentado pátio de manobras repleto de madeira para ser despachada pelo trem, concentrando-se ali também o depósito de lenha, combustível para abastecimento das locomotivas. Em primeiro plano aparece a ponte metálica

a partir de onde deriva a linha para o triângulo de reversão das locomotivas, cuja manutenção era feita no pequeno prédio em estilo enxaimel no centro da foto.

A ponte 16, assim denominada porque cruza as águas do Ribeirão Dezesseis e por coincidência a 16a ponte metálica que havia na linha tronco a partir do KM 0, é produto da Stahlunion de Dorthmund, Alemanha. Sua construção deu-se no ano de 1928, vendo-se na foto parte do aterro dos encontros recém construídos.

A ponte de pedra em arcos sobre o Ribeirão Atafona marcava a estaca 523 do prolongamento ferroviário Subida - Barra do Trombudo, já quase no final da subida da serra. É outra obra impressionante, com altura de 15 metros, da parte central do arco até o nível médio da águas do ribeirão. Neta foto, por volta de 1928, é possível ver o aterro dos encontros recém colocados. Notamos em primeiro plano o grande muro de arrumo para suavizar o impacto das águas do Rio Itajaí em tempo de enchente.

Ascensão e decadência da EFSC

A construção da Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) teve início em 1908 pela Sociedade Anônima Estrada de Ferro Santa Catarina com sede em Berlim. As primeiras locomotivas chegaram em Blumenau(SC) em 1907 através do Rio Itajaí-Açú, pelo vapor "Koblenz. Em 1909 inaugurou-se oficialmente o percurso Blumenau-Warnow(Indaial) com 30 Km de extensão. Após, o leito estendeu-se até Ascurra, em junho de 1909 e Hansa (perto de Ibirama –trevo atual da BR 470), em outubro daquele mesmo ano.

Os planos originais da EFSC eram audaciosos. O ramal de Ibirama se estenderia serra acima até a cidade de Rio Negro, no Norte do estado de Santa Catarina e pelo Oeste, chegaria na cidade de Itapiranga, quase na fronteira com a Argentina.

Foi assim que em 1923, da estação de Subida começaram a galgar as escarpas íngremes da Serra do Mar, com pás, picaretas, dinamites e muitos homens. É exatamente este segmento da EFSC, com aproximadamente 22 Km, esculpidos nas montanhas do Alto Vale que a ABPF, TREMTUR e as comunidades envolvidas estão trabalhando para reimplantar o leito, caminho para um trem turístico.

Em 1929, a primeira composição ferroviária oficial chega na estação Victor Konder, de Lontras(SC). Em seguida, mais 6 Km de estrada e foi a vez de se chegar à estação de Matador (hoje Bela Aliança). Em dezembro de 1933 inaugurou-se o segmento de 6 Km até a estação de Rio do Sul. Em 1958, estendeu-se o trajeto até Trombudo Central. E em 1964, inaugurou-se o último traçado: o de São João, município de Agrolândia (SC) que funcionou três meses apenas quando uma enxurrada desfez alguns aterros, impossibilitando o tráfego.

Nos seus 20 anos iniciais, a Estrada de Ferro Santa Catarina foi o instrumento mais efetivo para o avanço das fronteiras colonizadoras ligando o centro da colônia Blumenau aos novos polos populacionais que se transformaram nas cidades de Indaial, Ascurra, Ibirama, Lontras, Rio do Sul e Trombudo Central. Durante mais de seis décadas de prestação de serviço ao Vale do Itajaí a EFSC transportou cimento, fécula, gado, madeira, areia, soda cáustica, correio e, a mais nobre das cargas: a população então acostumada com carroças, carros de mola e outros meios de transporte limitados encontrou na ferrovia um meio rápido, seguro e confortável para sua locomoção. Não raro, durante as freqüentes enchentes, constituía-se na única alternativa de ligação ao longo do Vale carregando em seus vagões-prancha, automóveis e caminhões quando já não havia mais comunicação disponível por estrada de rodagem.

No final da década de 60, com a fartura de recursos externos, o intenso intercâmbio e influência norte-americana na nossa cultura, constroem-se inúmeras vias asfaltadas e surge um novo componente: a pressa. O transporte rodoviário estabelecia-se com uma larga aceitação no seio da população. Então, o velho trem, isolado e relativamente lento, foi considerado obsoleto. Na sexta-feira, 12 de março de 1971 cumprindo a determinação do Superintendente Hélio Mello, os maquinistas José Pacheco e Aníbal Rocha, operaram pela última vez a locomotiva 331 e sua composição de quatro vagões ao longo do traçado da EFSC.

Etapa Estrada de Ferro vai contar com rastreamento via satélite

Como na etapa anterior, esta do Portal de Pedra terá o trajeto monitorado via satélite. Dessa forma as pessoas poderão acessar um link e acompanhar o trajeto com tempo real. Para isso utilizaremos o SPOT GEN3, um rastreador pessoal via satélite que aumentam a segurança dos praticantes de esportes outdoor. O aparelho funciona com um pequeno emissor de sinal de GPS em qualquer lugar com céu livre. Como é feito em um material extremamente resistente, ele nunca quebra e também é a prova de água e sua bateria pode durar mais de 20 dias estando as 24 horas ligadas.

Além de poder ser usado como um simples rastreador o SPOT GEN 3 tem alguns botões que emitem mensagens para as pessoas que você cadastra previamente. Os botões vão de simples mensagens de OK até um botão de resgate que, se acionado emite um pedido para a central da SPOT. Nesses casos, eles contatam alguém perto de onde você estiver para te tirar de uma enrascada. Este resgate será profissional e claro, pago. Dependendo da complexidade irá envolver helicóptero e tudo mais que seja necessário para que você seja resgatado com vida.

Confira o álbum da Etapa!

GOPR2362.jpg

Mapeamento Estrada de Ferro

21.outubro/2018

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Etapa Estrada de Ferro /

Estação de Subida

25.novembro/2018